domingo, 24 de março de 2013

Ela merece!!! Trabalho lindo, leve e sério!!!!

REVELAÇÃO

A atriz Rosanne Mulholland, que interpreta a professora Helena, na novela Carrossel, venceu a cantora Gaby Amarantos, e a jornalista Rachel Sheherazade. Rosane já teve passagens pela Globo e Band, mas é no SBT, em 2012, que ela foi escalada para interpretar a personagem mais importante da carreira até aqui. Rosane é dona de um beleza apaixonante, e de um talento que é pra poucos…

Rosanne Mulholland (atriz)               508         74.2%

Gaby Amarantos (cantora)                    121         17.7%

Rachel Sheherazade (jornalista)            56          8.2%



( Fonte: http://redecbtv.blogspot.com.br/2013/03/1-premio-de-tv-cbtv-voice-nao-e-o.html?spref=tw )

domingo, 17 de março de 2013

Já nas bancas!!!!






Making of: A transformação de Rosanne Mulholland em professora Helena
"Sou mais basicona e menos formal. Sou do tênis e da calça jeans", afirma a atriz
POR BEATRIZ BOURROUL; FOTOS: DIVULGAÇÃO/SBT
Divulgação/SBT
Rosanne Mulholland, sem caracterização, ao lado do diretor Reinaldo Boury; atriz vestida como Helena
A imagem da professora Helena, vivida por Gabriela Rivero, na original mexicana de "Carrossel", é forte até hoje na lembrança de Rosanne Mulholland, que interpreta o papel na versão brasileira produzida pelo SBT, e viu a versão exibida, pela primeira vez, em 1991, no Brasil.
Para gravar a novela, a atriz deixa de lado seu visual casual - repleto de jeans - e coloca os figurinos clássicos da personagem. Engana-se, no entanto, quem imagina que a professora da versão brasileira aparecerá coberta da cabeça aos pés como a mexicana.

"Acho muito fofo o figurino. É certinho, mas é moderno, mas não tem cara de ultrapassado. É comportado, mas é moderno", afirma Rosanne, contando ainda que as roupas de sua personagem são bem diferentes de seu guarda-roupa: "Sou mais basicona. Sou do tênis e da calça jeans. Sou menos formal. A professora Helena é muito formal".

Para o papel, Rosanne tem uma maquiagem bem suave e os cabelos escovados com as pontas para dentro. A franja é penteada para trás formando um discreto topete.
Divulgação/SBT
Atriz faz escova antes do início das gravações

Divulgação/SBT
No camarim, Rosanne é fotografada durante preparação para gravação

(Fonte: http://revistaquem.globo.com/Revista/Quem/0,,ERT306340-9531,00.html)

Rosanne Mulholland é um sonho de professora

A atriz que vive a nova Professorinha Helena, virou a paixão do elenco infantil que grava com elaJUSSARA SOARES 
Bruno Poletti/ Diário SPRosanne Mulholland atribui tantos elogios às fantasias das criançasRosanne Mulholland atribui tantos elogios às fantasias das crianças
A professora Helena Fernández, que cativou as crianças no início dos anos 90, na novela “Carrossel”, está prestes a voltar a lecionar. O “início das aulas” na Escola Mundial, o colégio fictício da novelinha, está marcado para o dia 21 de abril, quando deve estrear a versão brasileira do folhetim infantil no SBT. O papel da doce e sensível educadora ficou com a atriz Rosanne Mulholland, de 31 anos. De beleza delicada, gestos comedidos e de pouco falar (pelo menos durante a gravação que o VIVA DEZ acompanhou), ela já conquistou seus pequenos colegas de elenco. Para eles, Rosanne é a professorinha dos sonhos. 

“A Rô é superdivertida. É como se fosse a professora Helena mesmo. É uma fofa. Aprendo bastante com ela sobre atuação”, diz Maísa Silva, de 9 anos, que viverá a sapeca Valéria na novelinha. 

Larissa Manoela, de 11 anos, intérprete da esnobe Maria Joaquina, acredita que, assim como o elenco, o público cairá de amores por Helena. “Todos vão ficar derretidos. Todo mundo sonha com uma professora assim.” 
Já Fernanda Concon, de 9, a Alicia,  vai além. “Ela é gentil e calminha. Tem uma serenidade incrível para uma adulta da idade dela. Às vezes ela chama atenção e ajuda o diretor. Ela é como se fosse a mãe de todos nós.”
 
Jeito com crianças 
Rosanne Mulholland atribui tantos elogios às fantasias das crianças. “Elas idealizam um pouco. E misturam ficção e realidade”, pondera a atriz, caracterizada como Professora Helena. Apesar disso, mesmo sem o figurino da mestra e muito antes de “Carrossel”, Rosanne já levava jeito com os pequenos.

Formada em psicologia, no último ano da faculdade ela escolheu fazer estágio com crianças em Brasília, onde nasceu e estudou. “Sempre gostei de crianças. Se tivesse aberto um consultório, teria sido para atendê-las”, diz. 

Quando se mudou para o Rio de Janeiro, em 2004,  para tentar a carreira artística, deu aulas de inglês para turma infantil durante um ano. “Como professora era boa atriz”, brinca, mas admite que a  curta experiência serviu para compor a sua Professora Helena. 
Por meninas e meninos sempre estarem em seu caminho, Rosanne não tem encontrado dificuldade para gravar com elas. “Elas são muito espontâneas. Talvez o mais difícil seja a organização em cena”, observa a atriz. Ela diz deixar para o diretor a tarefa de colocar ordem na sala de aula, embora os atores mirins digam que ela também chama a atenção deles durante as gravações. 
 
Fã da novelinha  
No início dos anos 90, Rosanne era criança e fã da versão original da atração. “Ficava esperando a musiquinha da novela começar”, conta. Ela lembra ainda de como era fã dos personagens e das tramas que prenderam a atenção da sua geração. “Eu me comovia com todas as histórias.”

Prestes a ver o carinho do elenco se multiplicar entre o público, Rosanne diz que ainda não parou para pensar nisso. “Receber carinho é bom, ainda mais de criança.”

(Fonte: http://www.diariosp.com.br/noticia/detalhe/17659/Rosanne+Mulholland+e+um+sonho+de++professora)

Tchau, tchau professorinha!

E você, como se sente ao despedir-se de um (a) professor (a)?
Leila Gapy

Dentro da fictícia Escola Mundial, que existe lá na novela Carrossel (exibida pelo SBT), a professora Helena é a heroína dos estudantes, principalmente dos alunos do 3º ano do ensino fundamental, a quem ela dá aulas. Além de bonita e bem arrumada, ela comanda a classe com respeito, simpatia, educação, maturidade. Conversa com os alunos, defende-os de circunstâncias embaraçosas e compreende-os como crianças. O que tem feito a personagem se popularizar, cada vez mais, entre os telespectadores mirins, que assistem diariamente o folhetim que já está terminando!

É que esta novelinha infantil é uma nova versão do folhetim de mesmo nome, que foi feito no México há 24 anos, mas exibida no Brasil em 1991, quando também fez muito sucesso entre a criançada - pessoas que hoje são adultas, muitos papais e mamães de vocês, nossos leitores. Só que a nova versão está em exibição há quase um ano e agora está chegando ao fim. Por essa razão, nós aqui do Cruzeirinho batemos um papo (por email) com a atriz Rosanne Mulholland, que dá vida à personagem da professora Helena. Descobrimos muitas coisas sobre Rosanne, que ela gosta de crianças e que também teve uma professora muito querida na infância. Ela também deixou um carinhoso para vocês leitores. Vejam só:

Você está gostando de fazer Carrossel?
Rosanne
 - Sim, Carrossel está 
sendo um marco na minha carreira. Não era tão conhecida pelo público de TV, nunca tive uma personagem tão querida e há muito 
tempo não fazia algo voltado às crianças. Viver a professora Helena é um momento profissional maravilhoso para mim.

Como está sendo fazer algo para crianças?Está sendo maravilhoso! O público infantil é muito apaixonado e muito carinhoso, e trabalhar com tantas crianças está sendo uma experiência única. Levarei comigo os momentos gostosos que acontecem quando se contracena com uma criança. 

Sua personagem é calma e justaVocê acha que existem pessoas assim?Sim, conheço pelo menos duas pessoas bem parecidas com ela. Não são professoras, mas são doces, têm o coração puro e buscam 
ser justas em tudo.

O que você tem de parecido com a Helena?Como ela, gosto muito de crianças e procuro ser delicada e gentil. Mas temos estilos de vida completamente diferentes. Acho que me 
permito errar mais do que ela.

Você acredita que é possível educar com carinho e conversa (como a Helena faz)?Acho que carinho e conversa são fundamentais na educação das crianças. Mas acredito também que, eventualmente, o castigo é necessário.

Você acha que existem Helenas reais ou a maioria das professoras são como a Suzana (outra personagem, uma professora nervosa e implicante)?Acho que é difícil falar de extremos. Muitas professoras transitam entre uma e outra, é humano.

Porque você acha que a Helena faz tanto sucesso com as crianças?Ela é a heroína das crianças, é quem sempre está do lado delas, quem luta por elas. Percebo que o público gosta muito do sorriso e 
dos abraços da Helena. Acho que na correria dos dias de hoje, as crianças acabam não recebendo toda a atenção que precisam, 
então talvez estejam carentes. Mas também existem aquelas que perderam a mãe ou que estão no hospital, pra quem Helena leva 
muito carinho e esperança.

Você teve uma professora como a Helena?Tive algumas, mas a que mais me marcou foi a "tia" Iécimim. Foi ela quem me ensinou a ler e escrever. Mais que isso, desenvolveu 
meu gosto pela leitura e me incentivava a participar das apresentações da escola, que sempre adorei.

Você quer deixar algum recado para os leitores do Cruzeirinho?Agradeço o carinho de cada um. Quero dizer a eles que brinquem muito, se divirtam, mas que também descubram coisas pelas 
quais se interessam e leiam, aprendam, conversem com quem sabe do assunto. O conhecimento que adquirirem construirá o futuro do país.

FORA DAS TELINHAS
Quem é a moça que interpreta a professora Helena?
Na telinha todo mundo conhece a professora Helena - meiga, sincera, justa -, mas na vida real ela é interpretada pela atriz Rosanne Mulholland, que tem 32 anos e nasceu lá em Brasília (DF), onde estudou psicologia. No entanto, foi na adolescência que Rosanne decidiu ser atriz, então começou a fazer comerciais de TV. Foi por isso que em 2002 ela estreou no cinema e, desde então, não parou mais. Fez outros filmes, peças de teatro, participações em novelas - como a Sete Pecados, exibida na rede Globo em 2007. Mas ela ainda trabalhou como repórter no programa jornalístico A Liga, da rede Bandeirantes. Por causa desses trabalhos que Rosanne foi chamada para dar vida a querida professora Helena da novela Carrossel, no SBT!


(Fonte: http://www.cruzeirodosul.inf.br/acessarmateria.jsf?id=457678)

Rosanne Mulholland não teme ficar marcada como a Professora Helena

Atriz fala que novela lhe trouxe até vontade de ser mãe


Rosanne Mulholland está em um momento de muita felicidade e sentindo dever cumprido em sua missão como a Professora Helena, de Carrossel, SBT.

A atriz contou a O Fuxico  sobre o aperto no coração ao gravar algumas das cenas finais, disse que não teme ser lembrada sempre como a personagem da novela, sobre planos futuros da vida pessoal e profissional. Ela também revela que estar pertinho de tantas crianças a fez sentir um desejo, ainda lá no fundo, de ser mãe.
O Fuxico: Como foi essa energia de Carrossel em sua vida?
Rosanne Mulholland: Foi uma experiência intensa incrível, transformadora, que vou guardar vida toda a minha vida.
OF: O que mais marcou neste trabalho?
RM:  As amizades que fiz, o carinho das pessoas, do elenco. Nossa, nunca recebi tanto carinho assim na minha vida. Esta foi, sem dúvidas, a parte principal de tudo.
OF: Como foi a despedida, a gravação da última cena te deixou muito triste?
RM: Na última gravação (que aconteceu na noite de segunda-feira, 11, no circo Tihany, em São Paulo) eu estava muito feliz. Na verdade, nós passamos varias etapas de despedida nos últimos tempos, todas elas tristes, emocionantes. Mas neste último estava realmente muito feliz, comemorando ter passado por essa história, por ter vivido esse texto e conhecido essas pessoas. Me senti numa grande festa!
OF: Nestas gravações todas, anunciadas como as últimas, teve alguma mais doída?
RM: O mais sofrido foi na sala de aula. Nossa, ali foi doído demais, porque era o lugar da Professora Helena, era o cenário dela. Mas depois varias etapas estávamos todos curtindo os momento finais.
OF: Você pretende manter o contato com as crianças?
RM: Sim, com certeza! Na última gravações, trocamos os últimos abraços do momento de trabalho, não da vida. Vamos nos encontrar e curtir muito outras etapas. Deixei com cada um deles um cartão, onde escrevi uma declaração de amor a eles, com todos meus contatos de telefone, email. Tudo pra gente se falar sempre mesmo.
OF: Tem medo de ficar marcada como a professora Helena?
RM: Não, de maneira nenhuma. Acho que isso mostra que o personagem foi marcante, que valeu a pena. As pessoas, eu creio, vão se lembrar da Helena, assim como falarão de outros personagens que eu venha fazer.
OF: Já tem convites ou projetos para depois da novela?
RM: Convites ainda não, mas tenho dois projetos para o teatro que ainda estão bem no comecinho. Um deles é para segundo semestre e está em fase de produção. O outro, quero fazer um infantil, porque a experiência com as crianças foi muito intensa.
OF: Está namorando?
RM: (risos) sim, há um bom tempo.
OF: Então, essa energia da garotada te deu uma certa vontade, lé n fundo, de ter filhos?
RM: Nossa (risos). Foi direta né? Sim, não posso mentir que não fiquei com vontade. Estar com estas crianças foi muito gostoso e isso me faz muita falta no Rio, onde moro e inclusive estou voltando. Não tenho muito contato com crianças aqui. Mas espera aí: só uma vontade lá no fundo, não significa que vou ter um bebe logo ok? (risos). Tudo depende de planejamento e de tempo certo.

Por Ará Rocha - 
14/03/2013 16:05:59
(Fonte:  http://ofuxico.terra.com.br/noticias-sobre-famosos/rosanne-mulholland-nao-teme-ficar-marcada-como-a-professora-helena/2013/03/14-165849.html)


‘No início, eu sofria muito’, revela Rosane Mulholland, a Professora Helena de 'Carrossel'

10 perguntas para: Rosanne Mulholland



A coluna conversou com a professora Helena de “Carrossel”, Rosanne Mulholland, e ela falou do início da carreira, quando sofria ao não passar nos testes e se cobrava demais. Confira o bate-papo:


1 - O trabalho com crianças a deixou mais interessada nesse universo?
Sempre tive interesse pelo universo infantil. Quando estagiei na faculdade de psicologia, eu escolhi atender crianças. Também já dei aulas de inglês para crianças. Mas, pela primeira vez, tive um convívio diário. 

2 - Você tem interesse em ter filhos, ficou animada?
Ter um filho seria uma alegria, mas também uma grande responsabilidade. Por enquanto, não me sinto preparada.


3 - Depois de uma exposição como essa que está tendo, recebeu convites para outros canais? Até quando vai o seu contrato? 
Meu contrato acaba mês que vem. Minha intenção é tirar umas férias e voltar aos palcos. 

4- Você nasceu em Brasília. Ainda vai para lá?
Sim! Vou a Brasília sempre que posso, mas, geralmente, fico pouco e não consigo encontrar com todos que gostaria.

5 - Quando resolveu sair de Brasília? Como foi?
Foi difícil me despedir das pessoas queridas, mas foi muito empolgante a perspectiva de ir atrás de um sonho e conquistar a independência.

6 - Você costuma se assistir na TV? É muito crítica?
Gosto de assistir às cenas que eu faço para observar o que fiz de bom e o que fiz de dispensável. No início, sofria muito, mas aprendi a me perdoar.

7 - Chegou a receber convites para posar nua? Aceitaria em algum momento?
Não está em meus planos.


8 - Qual foi o momento mais difícil de sua carreira?
Acho que o início, quando não passava nos testes que fazia. É muito frustrante.

9 - Há nove anos morando com o seu marido, pensa em se casar na igreja? 
Não. Minha relação com Deus não passa pela religião.

10 - Você é bem magrinha. Como se cuida? 
Sempre fui magra, mas procuro fazer exercícios, pois é importante para a saúde.

Por: Diário de SP
Amaury Ramon / @ARPRibeiro / @PSbtista
(Fonte: http://www.portalsbtista.com.br/2013/03/no-inicio-eu-sofria-muito-revela-rosane.html)

Rosanne Mulholland é a nova queridinha do cinema nacional

Atriz está em "Falsa Loura" e em outras três produções
Florença MazzaDo EGO, no Rio

Juliana Rezende/Globo.com

Rosanne Mulholland está em "Falsa Loura" (Foto: Juliana Rezende/Globo.com)

Ela chega de vestido rodado, bolerinho de veludo e sapato de verniz vermelho, parece uma bonequinha. Ao vivo e em cores,Rosanne Mulholland tem um olhar doce e fala baixinho. Bem diferente da mulher exuberante e quase arrogante que interpreta em "Falsa Loura" , filme que estréia no próximo dia 18.

Mas até o fim do ano ainda conheceremos outras tantas Rosannes: além da operária Silmara, protagonista do longa de Carlos Reichenbach, ela estará na telona em outros três filmes - "Nome próprio", de Murilo Salles; "Meu mundo em perigo", de José Eduardo Belmonte; e "Bellini e o demônio", de Marcelo Galvão.

"Nem nos meus melhores sonhos eu imaginei isso", diz a nova musa do cinema nacional, que também atuou em "A concepção", "O magnata" e "Araguaia, a conspiração do silêncio".

Plano B
Aos 27 anos, Rosanne começa a se consagrar na profissão que ela tem desde os 12, quando começou a fazer teatro em Brasília. Mas que, até quatro anos atrás, quando ela se mudou para o Rio, não botava muita fé. "Fui cursar psicologia como um plano B mesmo, já que o mercado é muito pequeno em Brasília", conta.

Com o canudo debaixo do braço, ela resolveu apostar no sonho e se mudou sozinha para um apartamento no Leblon, Zona Sul carioca, onde mora até hoje, agora com o namorado, o músico Kelder. Cursou a oficina de atores da Globo, fez teatro com Daniel Herz na Casa de Cultura Laura Alvin e até deu aulas de inglês para crianças, para ajudar no orçamento. Até que foi escolhida para "A concepção" depois de fazer algumas leituras com Belmonte, que conhecia de longa data, dos tempos que fazia comerciais no Planalto Central.

"Quando a gente leu o roteiro todo mundo ficou doido. Até achei que faria a Ariane, mas o Belmonte me chamou para fazer a Liz", lembra Rosanne. De lá para cá, os convites não pararam de aparecer. Nem os elogios. "Rosanne trouxe tanta dignidade ao personagem que resolvi mudar o final da Silmara já na montagem", derrama-se Reichenbach (veja o trailer de "Falsa loura" no vídeo ao lado).
Escalada para a próxima novela da Band e já com uma proposta de um novo longa para depois, Rosanne diz que tenta não criar muita expectativa em relação ao que vem pela frente. Mas a ansiedade existe, ela admite, e só diminuiu um pouquinho porque já viu os filmes que vêm por aí nos festivais.

Em "Belinni", ela interpreta uma jornalista investigativa que, ao pesquisar sobre um crime contra uma adolescente, acaba encontrando um antigo affair, o personagem de Fábio Assunção. Já em "Meu mundo em perigo", vive uma mocinha frágil e introspectiva que está em conflito com a família. 


  
Sensorial 

Para construir os personagens, Rosanne também não tem muito mistério. No caso de Silmara, chegou a visitar a periferia de São Paulo com a colega de cena Suzana Alves(sim, a Tiazinha) para pegar referências. "Descobri com o Belmonte que sou muito sensorial", diz a atriz. "Às vezes mordo um morango e acho o tom da cena. Às vezes, passo gelo no braço antes de atuar".

Depois de duas participações na TV, em "JK" e "Sete pecados", Rosanne agora se adapta ao ritmo da televisão. "Estranhei a velocidade, é tudo mais rápido. E o processo de construção do personagem também é mais solitário, não tem uma conversa com o diretor", observa. 


Juliana Rezende/Globo.com

Rosanne tem 27 anos e é atriz desde os 12 (Juliana Rezende/Globo.com)

A nova experiência, "que dá um friozinho na barriga", também traz novidades. Desde que fez "Sete Pecados", Rosanne passou a ser mais reconhecida na rua e já teve o prato levado por um garçom enquanto parou para falar com uma fã, durante um jantar num restaurante. "O máximo que aconteceu foi isso", diz ela, sem a menor pose de estrela.

Além de modesta, Rosanne é discreta. Foi super-econômica nas respostas sobre o namorado de cinco anos, a mãe e o irmão mais novo. E não quis tecer nenhum comentário sobre o escânadalo envolvendo o nome de seu pai, Timoty Mulholland, reitor da Universidade de Brasília. A decoração de seu apartamento, avaliada em R$ 470 mil e paga por uma fundação que financia pesquisas científicas, está sob investigação do Ministério Público.

De volta à loucura da ponte aérea Rio-São Paulo por causa das gravações da novela, Rosanne tenta agora é achar tempo livre para viajar, estar com a família e, quem sabe, a academia. "Me esforço para fazer exercícios. Gosto de esportes em grupo, como futebol e vôlei, mas fica difícil colocar isso na minha rotinha", diz a moça, que não abre mão de um doce. "Minha sorte é que a genética é boa". Isso a gente já viu, e verá, no cinema, Rosanne.


(Fonte: http://ego.globo.com/Gente/Noticias/0,,MUL397474-9798,00-ROSANNE+MULHOLLAND+E+A+NOVA+QUERIDINHA+DO+CINEMA+NACIONAL.html)

ROSANNE MULHOLLAND NÃO PARA

A atriz entra em cartaz no teatro, roda novo filme e sugere ideias para a Tpm 
Arquivo pessoal


Depois do sucesso de Nosso Lar, a atriz entra em cartaz no teatro, já roda novo filme e, no intervalo, sugere ideias para a Tpm


Rosanne tem rosto de boneca, a fala mansa e é ligeiramente tímida. Mas não desvia o olhar quando fala nem consegue disfarçar o mulherão que é no corpo esguio. No cinema, ela já interpretou uma proletária, em Falsa Loura, em 2007, uma garota com problemas familiares, em Meu Mundo em Perigo, e uma jovem que não se conforma com a própria morte, em Nosso Lar, de Wagner de Assis, os dois do ano passado. O longa-metragem, baseado na obra homônima e psicografada pelo médium Chico Xavier, foi assistido por mais de 4 milhões de espectadores. Porém, em 2010, Rosanne foi vista na televisão livre de personagens, como uma das apresentadoras de A Liga, programa da Band que mostra a realidade nua e crua de vários temas, sob diferentes ângulos. Quando recebeu o convite para ser uma das repórteres, pensou: “Por que eu?”. Topou fazer o teste, passou e enxergou ali um desafio. Nunca tinha feito nada parecido. “Queria sair da zona de conforto e durante esses meses vivi situações que talvez nunca passaria. A experiência foi ótima”, lembra ela, que numa ocasião entrou num esgoto para acompanhar o trabalho de desentupidores de fossa.

A atriz, inclusive, entrou para substituir Tainá Müller, que estampa uma de nossas capas da edição #106. Rosanne também optou por só participar de uma temporada do programa. “Era ser atriz ou apresentar A Liga.
Não tinha como fazer as duas coisas”, conta ela, que desde o fim do ano passado engatou nas filmagens de Menos que Nada, do diretor Carlos Gerbase, ao lado dos atores Branca Messina, Maria Manoella e Filipe Kannenberg. Ao todo, são dez longas-metragens rodados – em fase de pós-produção estão Aun, do diretor austríaco Hedgar Honetsch, filmado no Japão, e As Doze Estrelas, de Luis Alberto Pereira.


(Fonte: http://revistatpm.uol.com.br/revista/106/editora-convidada-especial/rosanne-mulholland-nao-para.html)

A DOR E A DELÍCIA DE (QUERER) SER MULHER

O universo travesti sob o olhar de Rosanne Mulholland

Escolhida para interpretar um travesti nos palcos, Rosanne Mulholland mergulha num universo de dúvidas, certezas e reviravoltas

Divulgação
Em cena com o ator Saulo Rodrigues, na primeira temporada da peça
Em cena com o ator Saulo Rodrigues, na primeira temporada da peça

Quando criança, eu tinha certa inveja dos meninos. Eles me pareciam muito mais livres, não tinham regras de comportamento tão rígidas (“comporte-se como uma mocinha!”), podiam se arriscar mais e ainda faziam xixi em pé! Muitas vezes pensava que a vida seria melhor se fosse menino. Mas foi um pensamento passageiro, logo eu estava pulando corda e aquilo não tinha a menor importância.

Ano passado tudo voltou à minha cabeça quando me preparava para atuar na peça A Inevitável História de Letícia Diniz. Resumindo, a peça revela por meio da história de Letícia a realidade de inúmeros travestis que lutam para viver com o mínimo de dignidade no Brasil.

Eu, que sempre me considerei uma pessoa de cabeça aberta, devo admitir que, em relação a esse assunto, descobri que ainda tinha muitos preconceitos. O primeiro deles se revelou com o convite do diretor e autor da peça, Marcelo Pedreira. “Por que EU pra viver um travesti?”, questionei. “Quero uma atriz feminina, de traços delicados. Quero mostrar que existem travestis fora do estereótipo, quase indistinguíveis de uma mulher de verdade.” Desde então, mergulhei nesse universo intrigante.

Um fato me impressionou bastante: crianças de 5 ou 6 anos afirmavam ter nascido no corpo errado e sofriam seriamente com esse “acidente da natureza”. Uma delas teve desde cedo o apoio da família, que observava a felicidade do menino quando ele colocava um vestido. Enfrentaram a sociedade e criaram o filho como menina. Diziam que o sofrimento da criança diante da chacota dos colegas era muito menor do que o sofrimento de ser obrigada a se comportar como um menino. E essa criança parecia mais bem resolvida do que a outra – um menino que tinha uma irmã gêmea. Este via a irmã ser tudo o que ele desejava, enquanto os pais o tratavam como menino. A dor dessa criança me comoveu profundamente. A mãe conta que um dia ouviu o filho pedindo a Deus que o fizesse acordar menina. Preocupada, foi conversar com ele, que disse estar muito bravo com Deus, pois Ele o havia colocado no corpo errado e não queria consertar.

Espelho

Conhecer Mariana também me marcou. Era um travesti que Marcelo dizia ser o modelo para minha personagem. Combinamos um almoço. Quando ela (é impossível chamar de “ele” depois de conhecê-la) chegou quase sem maquiagem, de jeans e uma blusa com um laço, sem afetação, tive que me esforçar para parecer natural – que “mulher” linda! Bem-educada e delicada, ela tem 23 anos, uma pele melhor que a minha e uma cabeleira de dar inveja. Abriu sua vida com a generosidade de uma lady. Desde a infância Mariana sabia que não era igual aos outros. Era menino e gostava de menino. Na adolescência, descobriu que não pertencia ao grupo dos rapazes, mas também não pertencia ao grupo dos gays. E, claro, não pertencia ao grupo das meninas. Começou a tomar hormônio feminino e a se transformar. Ela me contou sobre os preconceitos que enfrentou dentro e fora de casa, como foi parar na prostituição e como conseguiu se ver livre das drogas. Namorou um rapaz durante quatro anos e a família nunca desconfiou. Quando descobriu, o caos foi tão grande que resultou na internação do rapaz e em ameaças à moça. Ela então foi à Europa juntar dinheiro para “comprar” sua dignidade. Mesmo detestando fazer programa, foi a maneira que encontrou para viver. Como travesti ela se destaca em relação às outras, enquanto na sociedade sofre discriminação e não consegue emprego. Mariana acredita que, em breve, terá dinheiro para largar a prostituição, mudar definitivamente de sexo e ter uma família.

Outro momento importante nesse mergulho no universo trans foi ir às ruas. Na Lapa, no Rio de Janeiro, vi de tudo: travestis mais masculinos, mais femininos, fazendo o tipo “gostosa” ou o tipo “mignon”, olhares mais sofridos, outros mais debochados, e bastante afetação. Muitas parecem assumir uma persona quando fazem ponto na rua. Uma delas me disse que o importante era se sentir desejada, porque os homens se sentem atraídos por “mulheres” poderosas. Mas, em casa, quando estava só, era uma pessoa completamente diferente.

Fui percebendo como esse universo é amplo. Alguns se sentem bem apenas se vestindo como mulher. Outros modificam o corpo, mas não veem necessidade de mudar de sexo. E há os que precisam desesperadamente da mudança completa.

Uma característica me parecia ser comum a todos: a vaidade. Entretanto, alguns estão satisfeitos em ser tratados como mulheres e ponto. Outros são extremamente vaidosos, porém, onde vão buscar autoestima se a família virou as costas e nenhum homem assume um relacionamento sério (apesar de a extensa lista de clientes ser de homens casados)? É fácil julgar quando se está num pedestal.

No mais, minha experiência com elas me fez repensar aquela inveja que sentia dos meninos. Eles não eram tão mais livres do que eu. Eu podia andar de mãos dadas com minhas amigas, brincar de boneca, dançar requebrando a cintura, passar batom... e tantas outras coisas que eram “proibidas” a eles. Hoje, conheço as dores e as delícias de ser mulher – e assumo todas elas em cima de um belo salto.

(Fonte: http://revistatpm.uol.com.br/revista/106/editora-convidada-especial/a-dor-e-a-delicia-de-querer-ser-mulher.html)

Rosanne Mulholland quer ganhar as telas

Depois de viver uma jovem drogada e sexualmente liberal em A Concepção, Rosanne Mulholland está pronta para invadir os cinemas brasileiros nos filmes O Magnata, Uma História Real, Bellini e o Demônio, Falsa Loura e Meu Mundo em Perigo. Aos 26 anos, a atriz de Brasília não esconde a ansiedade de se ver de novo - e de se mostrar - em tela grande

A mãe dela avisou: 'Rosanne, não complica. Mulholland é trabalhoso, mas é marcante'
Christian GaulVeja a galeria completa
por CHRISTINA FUSCALDO
Brasília sempre levou a fama de ser a terra de quem não tem avós e de ser o lugar em que as loucuras (pessoais e políticas) estão ao alcance de qualquer um. Uma pequena amostra do que um morador da capital do país - e de qualquer outra cidade brasileira - é capaz de fazer está no filme A Concepção, de José Eduardo Belmonte. E é de lá que sai a protagonista da nossa história, Rosanne Mulholland, que se meteu em muita confusão no longa do cineasta criado nos arredores do Congresso Nacional. Mas, contrariando todos os estigmas, ela chega a assustar de tão diferente que é de sua personagem, a doidinha Liz, que, incentivada junto aos amigos pelo misterioso X (Matheus Nachtergaele), experimenta drogas e sexo e intitula-se como uma concepcionista - uma pessoa que vive uma personalidade diferente a cada dia. Morando no Rio de Janeiro há dois anos, a atriz de 26 anos leva uma vida normal, saudável e até "careta", segundo ela.
A entrevista foi marcada para as 15 horas da terça-feira anterior à semana do Carnaval. No dia seguinte, Rosanne faria a sessão de fotos e, no outro, embarcaria para os Estados Unidos, onde vivem seus avós paternos. Rosanne é filha do americano Thimothy com a brasileira Lurdicéia, separados há dez anos, e teve a companhia dos avós paternos em Brasília só até os 13 anos. Depois disso, o casal missionário da Igreja Baptista voltou para seu país. Ao telefone, sugeri conhecer seu apartamento - um três quartos no bairro do Leblon -, mas estariam lá o namorado, a mãe e uma amiga dela, as duas vindas de Brasília a passeio. Não, gente demais! Combinei, então, de encontrá-la na portaria e, de lá, pensarmos juntas em um lugar discreto para ir.
Pontualíssima, como qualquer pessoa "careta" deve ser, ela desceu um minuto depois de o porteiro interfonar. Nesse momento, dei graças a Deus de ter pego um taxista malandro. Saí de casa em tempo, mas o trânsito naquele dia estava uma loucura. Cheguei no laço, ela estava pronta. "Tem um café desse lado", apontou para a sua direita, "e um outro dentro de uma livraria ali do outro lado", apontou para a esquerda. Ela usava saia jeans, uma blusa verde, sandália e uma bolsa com pimentinhas estampadas. Tudo muito simples. Com traços finos e uma elegância natural, Rosanne mostra-se linda. Parece frágil, mas prova que não é. Escolho o café da livraria, lembrando que lá costuma ser silencioso.
No caminho, pedi desculpas por não aceitar a "uma hora e meia de entrevista" oferecida por seu assessor, ou melhor, pelo assessor ligado ao seu agente, o renomado Antônio Amancio. Ele ligou três horas antes do encontro para sugerir que remarcássemos para mais tarde e, se possível, em Botafogo, também zona sul do Rio, já que naquele dia Rosanne teria uma aula de interpretação e, dali, poderia emendar. Expliquei que precisava de algo menos impessoal e de um certo tempo para me aprofundar na história da moça, afinal Rosanne Mulholland não é o tipo de nome que você bota no Google e conta com aquela avalanche de informações. Ele entendeu, ela também. Ótimo.
Chegamos no café incólumes. Nas ruas do Leblon, ninguém pediu autógrafo ou tentou chamar a atenção da atriz. No bairro onde moram oito entre dez artistas famosos, sentamos e pedimos dois capuccinos. Os curiosos que se acomodavam perto olhavam para o gravador e tentavam descobrir quem era a entrevistada. Acredito que não tenham chegado a conclusão nenhuma, visto que a própria protagonista abaixava o volume da voz e tentava conter seus gestos quando falava algo que pudesse revelar sua identidade e abrir para os vizinhos de mesa seu currículo e, dessa forma, comprometer sua privacidade.
Rosanne parece até gostar de andar anônima pelas ruas, mas não esconde a ansiedade de poder se ver novamente em tela grande. "Quem assistiu A Concepção não me reconhece. Eu tinha um cabelão e usava maquiagem. Mas acho que isso pode mudar quando os filmes que rodei estrearem. Aliás, não agüento mais esperar, eles precisam ser lançados logo!", exclama.
E em Brasília, onde atuou por mais de dez anos no teatro e fez diversos comerciais? "Lá, eu já estava ficando conhecida como a 'menina do comercial'. Uma vez, na faculdade, um rapaz chegou e falou: 'Me dá licença? Preciso te perguntar uma coisa. Você fez o comercial tal, o comercial tal e o comercial tal?'. Fiquei chocada. Em cada um dos comerciais, eu estava com um cabelo diferente e, mesmo assim, ele me reconheceu."

(Fonte: http://rollingstone.com.br/edicao/6/rosanne-mulholland-quer-ganhar-as-telas)

'Mulheres' de Carlos Reichenbach se reúnem por ‘Falsa Loura’

Cineasta e grande elenco fazem pré-estréia do filme em São Paulo

O diretor Carlos Reichenbach reuniu seu elenco feminino em São Paulo nesta terça-feira, 15, para a pré-estréia do filme “ Falsa Loura ”. Rosanne Mulholland , Suzana Alves, entre outras estiveram no lançamento. A falta ficou por conta de Maurício Mattar Cauã Reymond

Lourival Ribeiro/Ag News

Suzana Alves, Vanessa Prieto, Rosanne Mulholland, Maeve Jinkings e Djin Sganzerla posam no lançamento do filme em São Paulo


Lourival Ribeiro/Ag News

Rosanne Mulholland e o diretor Carlos Reichenbach apresentam filme aos paulistas

(Fonte: http://ego.globo.com/Gente/Noticias/0,,MUL403121-9798,00.html)


Rosanne Mulholland
Rosanne Mulholland gravou participação na série "Tudo novo de novo" e viajou para o Japão, onde participa de seu primeiro filme internacional, dirigido pelo diretor austríaco Edgar Honetschläger. Ele ficou encantado depois de vê-la atuando em "Falsa loura".


(Fonte: http://extra.globo.com/tv-e-lazer/telinha/rosanne-mulholland-roda-filme-no-japao-401531.html)
JJ Entrevista: a atriz Rosanne Mulholland fala sobre "O Magnata"
Rosanne Mulholland dutante entrevista. Foto: Sonia Makaron

JJ – Como você sente essa virada na sua personagem, que de repente se apaixonou pelo Magnata?
Rosanne – Eu acho que, ao mesmo tempo que ela não aceitou que ele a tratasse mal, ela também gostou (risos). Aí ela ficou naquela implicância, mas ele foi se aproximando e ela foi cedendo justamente porque ela já gostou dele desde o começo.
JJ – Então, nessa linha, você diria que ele é um cara irresistível?
Rosanne - Primeiro, por ser líder de uma banda de rock, isso já causa um alvoroço em muitas garotas e depois por causa desse lado muito decidido, do tipo “sei o que eu quero”. Acho que isso impressiona também.
JJ – Ele (o Magnata) como todo grupo, tinha uma atitude radical, anti social. Por que você acha que isso toca as mulheres, agora falando como uma delas?
Rosanne – Eu acho que não é qualquer mulher. É a galera daquela tribo, que tem um jeito de pensar parecido e que, por isso, admira tudo isso.
JJ – Como foi fazer uma personagem que se encanta com esse universo, então?
Rosanne – Olha, eu sou de Brasília, acompanhei muitos shows de rock lá, meu irmão já teve banda de rock. Confesso que O MAGNATA é bastante agressivo até pra galera do rock. Mas essa galera quer mesmo é transgredir, então eu embarquei nessa também. Vejo isso como uma tribo, como um jeito de pensar, entendo o por que, mas não vivo minha vida assim.
JJ – Na sua opinião, por que eles agem dessa maneira?
Rosanne – É como um desejo de movimento na sociedade contra a hipocrisia. Pra correr atrás das suas coisas e pensar que se você quiser me aceitar, eu sou assim, senão, que se dane. É o pensamento de alguém que busca se auto-afirmar.
JJ – E essa idéia de que o amor do Magnata pudesse transformá-lo?
Rosanne – Olha, eu não acredito que o amor mude completamente as pessoas, mas acho que um pouquinho de juízo ajuda a colocar (risos), por que a gente sempre aprende muito num relacionamento.

Sonia Makaron

(Fonte: http://www.jornaljovem.com.br/edicao8/cinema14.php)

'Sofri para fazer cenas de nudez', diz Rosanne Mulholland
Em entrevista, atriz fala sobre seu novo filme, “Falsa loura”, que estréia na sexta-feira (18).
Filha do reitor licenciado da UnB, Timothy Mulholland, ela diz que quer “proteger a família”.

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Rosanne Mulholland: "Estou apenas começando" (Foto: Divulgação)
Quem vê Rosanne Mulholland transbordando sensualidade no filme “Falsa loura” (assista ao trailer), que chega aos cinemas na próxima sexta-feira (18), não consegue imaginar o quanto ela penou durante as filmagens. “Tenho dificuldade em ser sexy, é muito constrangedor. Sofri bastante para fazer cenas de nudez, dá vontade de sumir”, diz a atriz brasiliense de 27 anos.

Mais difícil ainda é lembrar que a bela Rosanne, toda à vontade na tela, é filha de Timothy Mulholland, reitor licenciado da Universidade de Brasília, que se afastou recentemente do cargo devido à acusação de usar recursos destinados à pesquisa para gastos pessoais. “Neste momento, faço uso do direito de proteger minha família e prefiro não entrar nesse assunto”, diz a atriz.

 Nova musa
A atuação de Rosanne em “Falsa loura”, dirigido por Carlos Reichenbach, rendeu sua consagração no último Festival de Brasília e uma homenagem na Mostra de Tiradentes como símbolo da renovação do cinema brasileiro. “Foi um enorme incentivo, mas estou apenas começando”, afirma a atriz, que se diz “muito feliz” com o rótulo de nova musa do cinema nacional.
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A atriz em cena de "Falsa loura", que entra em cartaz na próxima sexta-feira (Foto: Divulgação)
Também, não é para menos. A carreira de Rosanne começou no cinema em 2000 e hoje já acumula nove filmes, incluindo “A concepção”, de Eduardo Belmonte, “O magnata”, de Johnny Araújo, e os inédito “Nome próprio”, de Murilo Salles, “Bellini e o demônio”, de Marcelo Galvão, e “Meu mundo em perigo”, também do conterrâneo Belmonte.

Foi sua performance em “A concepção”, em que interpreta a doidona Liz - uma garota que mergulha nas drogas e em experiências sexuais extremas - que chamou a atenção de Reichenbach. “Essa menina é um vulcão, maravilhosa; ela se adapta a qualquer papel, tem frescor, tem um rosto universal”, diz o diretor, que afirma ter visto poucas vezes, em 40 anos de carreira, uma atriz se entregar tanto a uma personagem.

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Em "A concepção", Mulholland viveu a sensual Liz (Foto: Divulgação)

Em “Falsa loura”, Rosanne interpreta Silmara, um proletária de beleza notável que leva uma vida dura para sustentar a família, mas acaba caindo na promiscuidade quando se envolve com dois ídolos da música, interpretados por Cauã Reymond e Maurício Mattar. “Nunca tinha imaginado na vida fazer o papel de uma proletária, totalmente diferente de mim. Foi um grande desafio”, conta a atriz. “Tentei fugir do estereótipo e fazer com que a Silmara fosse gente de verdade.”

O esforço de Rosanne parece ter dado certo, já que a atriz tornou a protagonista tão humana que fez com que o diretor alterasse o fim do filme. “Ela trouxe uma dignidade tão grande para o papel que tive de mudar tudo; ela deu um novo sentido para a protagonista e, conseqüentemente, para a história”, diz Reichenbach.

Para construir a personagem, Rosanne conta que pesquisou a rotina das proletárias de São Paulo, onde o filme foi rodado, e usou seus conhecimentos da graduação de psicologia, em que se formou numa universidade brasiliense. “Procurei sentimentos que eu tivesse em comum com a Silmara. Como ela, eu gosto de cuidar da minha família, de fazer esse papel de união", conta. "Além disso, também já fui uma menina que sonhava com príncipe encantado. Mas depois a gente cresce e vê que é diferente do que pensava."

(Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/PopArte/0,,MUL398872-7084,00-ROSANNE+MULHOLLAND+O+ROSTO+DA+RENOVACAO+DO+CINEMA+BRASILEIRO.html)